Presidente e fundador da Trilha Gold Capital, Basel Ibrahim Al Jughami escreveu um artigo no jornal O Tempo, de Minas Gerais, no qual descreve uma das principais mudanças em curso na mineração. Segundo ele, essa mudança “reflete a forma como as empresas devem enxergar os recursos minerais e ter a consciência prática – e não só teórica – de seu papel como indutoras do desenvolvimento das comunidades à sua volta e na defesa dos recursos ambientais”.

Em artigo, Basel Ibrahim discute avanços rumo a uma mineração sustentável

É uma nova forma de fazer mineração, defende o presidente da Trilha Gold Capital. Uma mineração “pautada pela ética com as pessoas, pelo trabalho duro e responsável e pela defesa intransigente do nosso bem maior: o meio ambiente”.

Basel Ibrahim lembra que o Brasil não pode cuidar apenas do seu desenvolvimento e se esquecer do meio ambiente. É possível crescer, gerar divisas e empregos, e ao mesmo tempo ser ambientalmente responsável. “É nessa ideia que surge o Grupo Trilha Gold Capital”, ressalta, “um projeto que nasceu como uma startup e que, em seis anos, tornou-se uma empresa mineradora”.

O artigo foi publicado na quarta-feira, dia 25/11. O texto pode ser acessado neste link: https://www.otempo.com.br/opiniao/artigos/mineracao-verde-uma-realidade-possivel-1.2416748

Abaixo, aqui o artigo completo sobre a mineração verde e  as premissas de criação e consolidação da Trilha Gold Capital:

Mineração verde, uma realidade possível

Está em curso uma mudança fundamental de nosso tempo

POR BASEL IBRAHIM AL JUGHAMI*

FUNDADOR E PRESIDENTE DO GRUPO MINERADOR TRILHA GOLD CAPITAL

Atribui-se a Confúcio, filósofo chinês que viveu entre os anos 551 e 479 antes de Cristo, o ensinamento lapidar: “Aquele que mais estima o ouro do que a virtude há de perder ambos”. A frase deveria ser lida, relida e apreendida por todos que atuam no setor de mineração.

Verdade seja dita: embora seja uma das mais longevas atividades econômicas da humanidade, a mineração é também uma das que mais produziram desequilíbrios sociais e ambientais desde então. Infelizmente, no passado, para se extrair riquezas da terra, exauriam-se indivíduos, comunidades, territórios e, sobretudo, a natureza.

Felizmente, podemos dizer que essa mineração ficou no passado. Atualmente, está em curso uma mudança fundamental de nosso tempo, o que reflete a forma como as empresas devem enxergar os recursos minerais e ter a consciência prática – e não só teórica – de seu papel como indutoras do desenvolvimento das comunidades à sua volta e na defesa dos recursos ambientais.

É uma nova forma de fazer mineração, pautada pela ética com as pessoas, pelo trabalho duro e responsável e pela defesa intransigente do nosso bem maior: o meio ambiente.

Em todo o mundo, vemos os sinais dessa mudança rumo a uma mineração verde. O uso de energia limpa, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis, a diminuição do uso de barragens, o que significa a eliminação de milhões de toneladas de rejeitos de mineração e menor risco ambiental, e o maior compromisso com o solo, as matas ao redor e as pessoas (a comunidade em volta e os profissionais que empregamos) são alguns caminhos de que uma mineração verde é uma realidade possível.

Enxergar essa mudança na mineração me enche de orgulho e me faz lembrar minha própria história. Como é muito comum na cultura de países árabes, deixei a casa dos meus pais ainda criança para construir meu próprio caminho de vida e profissional. Esse caminho me levou a atuar na estruturação, gestão, operação e comercialização de projetos estratégicos de mineração no Oriente Médio, na Ásia e no Brasil, país que me acolheu há seis anos.

E, se a ideia de uma mineração ancorada na sustentabilidade já era o que eu via e buscava durante meus trabalhos realizados em outros países, no Brasil, constato que é não apenas uma visão, mas uma necessidade e uma urgência. Pulmão do mundo, o Brasil não pode apenas cuidar do seu desenvolvimento e se esquecer do meio ambiente. É preciso, sim, crescer, gerar divisas e empregos. Mas é urgente proteger o meio ambiente.

É nessa ideia que surge o Grupo Trilha Gold Capital, um projeto que nasceu como uma startup e que, em seis anos, tornou-se uma empresa mineradora. Alcançar tal feito não é para muitos: no mundo, apenas uma em cada 1 milhão de startups chega à condição de grande empresa. Atuamos em regiões repletas de problemas sociais e desigualdades e, portanto, precisamos enxergá-los com respeito e trabalhar para combatê-los.

No Norte do Brasil, por exemplo, convive-se com altíssima taxa de mortalidade infantil, garimpos ilegais, criminalidade, desmatamento agressivo do bioma e mais de 80% da população sem saneamento básico. Em Minas, a persistente desigualdade se revela nas áreas do Estado com nível de renda abaixo da média nacional.

É a máxima de Confúcio: a meta de extrair ouro e gerar riqueza será inútil e fadada a perdas se não vier a acompanhada de outro objetivo igualmente importante – reforçar a virtude. E a virtude, no caso, significa apoiar pessoas e comunidades, usar a tecnologia em favor de uma mineração sustentável e investir no país, afinal os bens do Brasil são do Brasil e para o Brasil.

*Empreendedor com seis anos de experiência internacional no desenvolvimento, estruturação, gestão, operação e comercialização de projetos estratégicos sustentáveis de mineração em Oriente Médio, Ásia e Brasil.